Fraturas
FRATURA DA CLAVÍCULA
A clavícula constitui em um osso curto que conecta o ombro ao tórax, protegendo nervos e vasos. A fratura deste osso é uma das mais comuns no membro superior. Geralmente, a principal causa da fratura de clavícula é o trauma no ombro após queda, prática de esportes, acidentes com moto ou bicicleta e, em recém nascidos, durante o parto.
Os sintomas são: dor para levantar o braço, deformidade na região e crepitação no local. O exame de raio-x possibilita detectar tal fratura, mas ocasionalmente pode ser necessário uma tomografia.
O tratamento geralmente é conservador, através do uso de “tipoia Veupeau” ou “imobilização em oito”. Em alguns casos mais graves, pode ser necessária a correção cirúrgica. O tempo de consolidação da fratura demora em cerca de 6 a 8 semanas. É necessária a reabilitação com exercícios de ganho de amplitude do ombro e fortalecimento gradual com fisioterapeuta para retorno da função normal do membro.
FRATURA DO ÚMERO PROXIMAL
O úmero proximal possui 4 segmentos: tubérculo maior, tubérculo menor, superfície articular e diáfise do úmero. São frequente e sua incidência corresponde a 4 a 5 % de todas fraturas do corpo. Ocorrem principalmente em idosos com mais de 60 anos, especificamente mulheres. O enfraquecimento dos ossos colabora para ocorrência dessa fratura, como nos casos de osteoporose. A simples queda no chão pode ocasionar a fratura. Em jovens, ocorrem por trauma de alta energia.
Os sintomas são: incapacidade de levantar o braço, dores fortes no ombro e mancha arroxeada no braço após 24 a 48hs da queda, causada pelo rompimento de pequenos vasos. O raio-x identifica a fratura proximal do úmero.
O tratamento geralmente é conservador, por meio do uso de tipoia, uso de analgésicos e anti-inflamatórios. Em casos de fratura com desvio dos fragmentos ósseos, é necessária a correção cirúrgica com fixação de placa, parafuso ou até mesmo prótese.