Cirurgia do Joelho - Ortopedia e Traumatologia - Traumatologia Esportiva

Pacientes com psoríase


16 de dezembro, 2016

Pesquisadores espanhóis concluíram, que pacientes com psoríase, apresentam um quadro de perda óssea por causa da doença. Esse estudo, foi publicado na revista Science Translational Medicine, de acordo com a publicação, cientistas do Centro de Investigação Nacional do Cancro, descobriram uma comunicação molecular entre a pele inflamada e a massa óssea perdida.

Como sabemos, a psoríase é uma doença autoimune crônica, que atinge 2% da população. A principal característica, é a inflamação e começa a descascar. Quem possui essa doença, geralmente desenvolve outras síndromes do metabolismo, problemas cardiovasculares e outras doenças, como a diabetes e obesidade.

Os estudos comprovaram, por causa da psoríase, há progressivamente uma perda do tecido ósseo. Salientam, que não ocorre uma destruição do osso, durante a sua regeneração, não há uma formação adequada para substituir o que está sendo perdido. Com o tempo, o paciente vai perdendo a sua massa óssea.

Isso acontece, por que há um comportamento que impede os osteoblastos, responsáveis por criar a matriz óssea. Normalmente, no desenvolvimento dos ossos. Os testes realizados em animais, comprovaram que as células responsáveis por imunizar a pele estavam produzindo uma grande quantidade de citoquina IL-17.

Essa proteína, é encarregada de ativar a inflamação celular se houver algum dano. Ela trafega pelo sangue, até os ossos e trabalha nos osteoblastos impedindo que a Wnt entre em atividade. A Wnt, é uma intermediária celular que faz parte da formação do nosso esqueleto. Assim, como tem relação com a formação de algumas doenças como a osteoporose e artrite.

No caso de humanos com psoríase, também se notou o aumento de níveis de IL-17A e que essa proteína desregulada já era o suficiente para causar a perda de massa óssea. A conclusão dos cientistas, é que pessoas com essa doença, precisam ser monitoradas em relação aos seus ossos. Também em relação aos níveis de IL-17A. A melhor solução, seria usar inibidores dessa proteína para evitar danos maiores.

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