Pesquisadores espanhóis concluíram, que pacientes com psoríase, apresentam um quadro de perda óssea por causa da doença. Esse estudo, foi publicado na revista Science Translational Medicine, de acordo com a publicação, cientistas do Centro de Investigação Nacional do Cancro, descobriram uma comunicação molecular entre a pele inflamada e a massa óssea perdida.
Como sabemos, a psoríase é uma doença autoimune crônica, que atinge 2% da população. A principal característica, é a inflamação e começa a descascar. Quem possui essa doença, geralmente desenvolve outras síndromes do metabolismo, problemas cardiovasculares e outras doenças, como a diabetes e obesidade.
Os estudos comprovaram, por causa da psoríase, há progressivamente uma perda do tecido ósseo. Salientam, que não ocorre uma destruição do osso, durante a sua regeneração, não há uma formação adequada para substituir o que está sendo perdido. Com o tempo, o paciente vai perdendo a sua massa óssea.
Isso acontece, por que há um comportamento que impede os osteoblastos, responsáveis por criar a matriz óssea. Normalmente, no desenvolvimento dos ossos. Os testes realizados em animais, comprovaram que as células responsáveis por imunizar a pele estavam produzindo uma grande quantidade de citoquina IL-17.
Essa proteína, é encarregada de ativar a inflamação celular se houver algum dano. Ela trafega pelo sangue, até os ossos e trabalha nos osteoblastos impedindo que a Wnt entre em atividade. A Wnt, é uma intermediária celular que faz parte da formação do nosso esqueleto. Assim, como tem relação com a formação de algumas doenças como a osteoporose e artrite.
No caso de humanos com psoríase, também se notou o aumento de níveis de IL-17A e que essa proteína desregulada já era o suficiente para causar a perda de massa óssea. A conclusão dos cientistas, é que pessoas com essa doença, precisam ser monitoradas em relação aos seus ossos. Também em relação aos níveis de IL-17A. A melhor solução, seria usar inibidores dessa proteína para evitar danos maiores.